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Fimose: Entenda a condição, quando tratar e quais as opções de cirurgia

A fimose é uma condição bastante comum na infância, mas que pode persistir ou se manifestar em adolescentes e adultos. Muitas vezes envolta em dúvidas e mitos, a fimose pode gerar desconforto, problemas de higiene íntima e até impactar a saúde sexual e urinária dos homens. Por isso, é essencial entender o que é essa condição, quais são os sinais de alerta e quando é necessário buscar tratamento especializado.

A fimose é caracterizada pela incapacidade de retrair o prepúcio (pele que recobre a glande peniana) de forma natural, dificultando a exposição total da glande. Essa condição pode ser classificada como:

🔹 Fisiológica: comum em recém-nascidos e crianças pequenas, geralmente resolve-se de forma espontânea até os 3 a 5 anos de idade.

🔹 Patológica: quando persiste após essa faixa etária ou surge em adultos devido a infecções, inflamações crônicas ou traumas.

A fimose patológica pode ocorrer por diferentes motivos:

✔️ Infecções de repetição, como balanites (inflamações na glande).

✔️ Má higiene íntima, favorecendo o acúmulo de secreções (esmegma) e infecções locais.

✔️ Inflamação crônica causada por dermatites ou doenças autoimunes, como líquen escleroso.

✔️ Cicatrização inadequada de lesões ou traumas no prepúcio.

Embora algumas crianças e adultos não apresentem sintomas no início, a fimose pode gerar:

🔸 Dificuldade ou dor ao retrair o prepúcio;

🔸 Dor e sangramento durante a relação sexual;

🔸 Higiene íntima prejudicada, levando ao mau odor e acúmulo de secreções;

🔸 Infecções urinárias de repetição;

🔸 Inflamações na glande e no prepúcio (balanopostites);

🔸 Em casos mais graves, pode ocorrer parafimose (quando o prepúcio fica preso atrás da glande, causando inchaço e dor intensa).

🔔 O alerta se acende quando:

✔️ A fimose persiste após os 5 anos de idade, sem sinais de melhora;

✔️ Há dor para urinar, infecções frequentes ou dificuldade de higienização;

✔️ Durante a adolescência ou vida adulta, ocorre dor ou desconforto na atividade sexual;

✔️ Existe inflamação crônica ou sinais de parafimose, que é uma urgência médica.

🔹 1. Tratamento clínico (Conservador)

Nos casos mais leves, especialmente em crianças, é possível optar por:

✔️ Uso de pomadas com corticosteroides que ajudam a reduzir a inflamação e promover o alargamento gradual do prepúcio;

✔️ Cuidados com a higiene íntima, essenciais para prevenir infecções locais.

O tratamento clínico pode ser bastante eficaz quando iniciado precocemente, com alta taxa de sucesso antes da adolescência.

🔹 2. Tratamento cirúrgico (Postectomia)

Quando o tratamento clínico não resolve ou há complicações, a circuncisão ou postectomia é o procedimento indicado.

✔️ Consiste na remoção parcial ou total do prepúcio, expondo definitivamente a glande;

✔️ Pode ser realizada com técnicas convencionais ou minimamente invasivas, com anestesia local, sedação ou anestesia geral, dependendo da idade do paciente.

✅ Benefícios da cirurgia:

✔️ Facilita a higiene íntima e previne infecções urinárias e balanites;

✔️ Reduz o risco de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e câncer de pênis em adultos;

✔️ Melhora a qualidade das relações sexuais, eliminando a dor e o desconforto;

✔️ Previne a parafimose e outras complicações.

🔔 Pós-operatório:

A recuperação é rápida, especialmente em crianças, com retorno às atividades normais em poucos dias. Adultos devem evitar relações sexuais e atividades intensas por cerca de 4 a 6 semanas, seguindo sempre as orientações médicas.

🔸 “Todo menino nasce com fimose”

✅ Verdade! Em recém-nascidos e lactentes, a fimose é fisiológica e tende a se resolver com o tempo.

🔸 “A cirurgia afeta a sensibilidade peniana”

❌ Mito! Estudos mostram que a sensibilidade da glande se adapta com o tempo após a cirurgia, sem prejuízo à função sexual.

🔸 “A fimose não tratada pode causar infertilidade”

✅ Verdade, em casos extremos. Complicações como infecções crônicas podem afetar a saúde reprodutiva.