A Disfunção Erétil (DE), também conhecida como impotência sexual, é a dificuldade persistente em alcançar ou manter uma ereção firme o suficiente para a relação sexual satisfatória. Apesar de ser uma condição comum, especialmente com o avanço da idade, ainda está cercada de preconceitos e desinformação, o que leva muitos homens a evitarem buscar ajuda médica.
Segundo estimativas, cerca de 50% dos homens com mais de 40 anos já apresentaram algum grau de disfunção erétil, e a boa notícia é que existem tratamentos eficazes e cada vez mais modernos para essa condição. Mais importante ainda é entender que procurar tratamento é uma atitude de saúde, não apenas uma questão de desempenho sexual.
📌 Entendendo as causas da disfunção erétil
A ereção é um fenômeno complexo, que depende de fatores físicos, emocionais e hormonais. Qualquer alteração nesse delicado equilíbrio pode resultar em disfunção erétil. As principais causas podem ser divididas em dois grandes grupos:
- Causas físicas
🔹 Doenças cardiovasculares: A aterosclerose (entupimento das artérias) pode comprometer a circulação sanguínea no pênis, dificultando a ereção.
🔹 Diabetes: Altos níveis de glicose danificam nervos e vasos sanguíneos, prejudicando a função erétil. Estima-se que até 50% dos homens diabéticos sofram de disfunção erétil.
🔹 Hipertensão arterial: Além de afetar a circulação, pode reduzir a produção de óxido nítrico, substância fundamental para a ereção.
🔹 Colesterol alto e obesidade: Fatores que aumentam o risco de doença vascular.
🔹 Doenças neurológicas: Parkinson, esclerose múltipla e lesões medulares.
🔹 Tabagismo e consumo excessivo de álcool: Prejudicam a circulação sanguínea e os nervos.
🔹 Uso de medicamentos: Alguns antidepressivos, anti-hipertensivos e anabolizantes podem interferir na função sexual.
- Causas emocionais
🔹 Ansiedade de desempenho: O medo de não satisfazer pode gerar um ciclo de insegurança.
🔹 Depressão: Afeta a libido e a resposta sexual.
🔹 Estresse crônico: Prejudica o equilíbrio hormonal e vascular.
🔹 Problemas de relacionamento: Falta de comunicação, conflitos emocionais e baixa autoestima influenciam diretamente a vida sexual.
📌 A disfunção erétil como sinal de alerta para outras doenças
O que poucos sabem é que a disfunção erétil pode ser o primeiro sinal de doenças mais graves, como problemas cardíacos e metabólicos. Muitas vezes, a dificuldade para manter uma ereção precede em anos o diagnóstico de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC.
Isso acontece porque a disfunção endotelial (problema nas células que revestem os vasos sanguíneos) afeta primeiro as pequenas artérias do pênis, antes de comprometer as coronárias ou as artérias cerebrais.
Por isso, não se deve ignorar a disfunção erétil! Procurar ajuda pode ser o primeiro passo para prevenir doenças mais sérias.
📌 Avanços no tratamento da disfunção erétil
Hoje, os homens contam com tratamentos modernos, eficazes e, em muitos casos, minimamente invasivos. O objetivo é restabelecer a função erétil, melhorar a qualidade de vida e a autoestima.
- Medicamentos orais (inibidores da PDE-5)
🔹 O famoso “comprimido azul” (Sildenafil) e outros medicamentos, como Tadalafil e Vardenafil, são primeira linha de tratamento.
🔹 Atuam no aumento do fluxo sanguíneo peniano, mas exigem estímulo sexual para funcionarem.
🔹 São eficazes na maioria dos casos leves e moderados, mas podem não ser suficientes para quem tem diabetes avançado ou danos neurológicos significativos.
- Terapia por ondas de choque de baixa intensidade
🔹 Tratamento inovador e não invasivo, indicado para casos de disfunção erétil vasculogênica (problemas de circulação).
🔹 As ondas de choque estimulam a formação de novos vasos sanguíneos (neoangiogênese) no pênis, melhorando o fluxo sanguíneo natural.
🔹 É uma opção interessante para pacientes que não respondem bem aos medicamentos ou desejam tratamentos sem uso contínuo de fármacos.
🔹 Sessões rápidas, sem dor e com resultados duradouros em muitos casos.
- PRP (Plasma rico em plaquetas)
🔹 Técnica de biomodulação regenerativa: O PRP é extraído do próprio sangue do paciente e aplicado no pênis.
🔹 Rico em fatores de crescimento, estimula a regeneração dos tecidos e vasos sanguíneos, promovendo melhor desempenho sexual.
🔹 Ainda em estudos, mas promissor como alternativa ou complemento a outros tratamentos.
- Próteses penianas
🔹 Indicadas para casos mais severos, quando outras opções não oferecem resultados satisfatórios.
🔹 Existem modelos maleáveis (semirrígidos) e infláveis, que proporcionam rigidez e naturalidade, permitindo ao paciente controlar a ereção.
🔹 São eficazes e discretas, e a satisfação dos casais costuma ser alta.
🔹 A cirurgia é segura, com recuperação rápida quando feita por profissionais especializados.
📌 A importância de quebrar o tabu e falar sobre disfunção erétil
Ainda há muito preconceito e vergonha em torno do tema. Muitos homens não compartilham a dificuldade nem com seus parceiros(as) e deixam de procurar ajuda médica, acreditando que é um problema sem solução ou “natural da idade”.
É essencial quebrar esse tabu e entender que a disfunção erétil não é apenas uma questão sexual, mas um problema de saúde que pode ter impactos físicos e emocionais profundos.
Conversar com um urologista é o primeiro passo para um diagnóstico correto e um tratamento eficaz. Quanto mais cedo buscar ajuda, maiores as chances de reversão e sucesso no tratamento.