Cancer-de-Testiculo

Câncer de testículo: É o mais comum entre os homens de 15 a 35 anos de idade.

O câncer de testículo é um tipo relativamente raro de tumor maligno, mas que afeta majoritariamente homens jovens, entre 15 e 35 anos — uma faixa etária em que muitas vezes a prevenção ainda não faz parte da rotina. Apesar da baixa incidência em comparação com outros tipos de câncer, o câncer testicular é altamente curável, especialmente quando diagnosticado precocemente.

O câncer de testículo se origina nas células dos testículos — as glândulas responsáveis pela produção de espermatozoides e testosterona. Em mais de 90% dos casos, o tumor surge nas chamadas células germinativas, que são as células encarregadas da produção de espermatozoides.

Esses tumores são divididos em dois grandes grupos:

Seminomas: mais comuns e de crescimento mais lento.

Não-seminomas: costumam crescer e se espalhar mais rapidamente, mas também respondem bem ao tratamento.

Embora possa surgir em qualquer idade, o câncer de testículo é mais comum entre os 15 e 35 anos — exatamente durante a fase mais produtiva e ativa da vida masculina.

– Criptorquidia (testículo não descido): condição em que um ou ambos os testículos não descem corretamente para a bolsa escrotal no nascimento.

– Histórico familiar de câncer testicular.

– Síndrome de Klinefelter e outras alterações genéticas.

– Histórico pessoal de câncer testicular em um dos testículos (aumenta o risco no outro).

– Infertilidade masculina, em alguns estudos, tem se mostrado associada a maior risco.

Importante ressaltar que a maioria dos casos ocorre em homens sem fatores de risco evidentes, o que reforça a importância da vigilância e do autoexame.

O câncer de testículo costuma se manifestar de forma silenciosa, mas alguns sinais de alerta merecem atenção:

– Nódulo ou caroço endurecido no testículo (geralmente indolor);

– Aumento ou diminuição do tamanho do testículo;

– Sensação de peso no escroto;

– Dor discreta ou incômodo na região testicular, abdominal ou na virilha;

– Acúmulo súbito de líquido no escroto (hidrocele);

– Em casos mais avançados, pode haver dor nas costas (quando há disseminação para linfonodos) ou falta de ar (se houver metástase pulmonar).

⚠️ A detecção precoce é fundamental, pois quando diagnosticado no início, o câncer de testículo tem taxa de cura superior a 95%.

A primeira etapa é a avaliação clínica com o urologista, seguida de exames complementares como:

– Ultrassonografia escrotal: fundamental para avaliar a presença de lesões no testículo.

– Exames de sangue: dosagem de marcadores tumorais como AFP, beta-HCG e DHL.

– Tomografia computadorizada: para verificar se houve disseminação para outros órgãos.

O tratamento depende do tipo e estágio do tumor, mas costuma envolver uma combinação das seguintes abordagens:

– Orquiectomia (cirurgia para remoção do testículo afetado);

– Quimioterapia e/ou radioterapia;

– Cirurgias complementares (linfadenectomia).

Assim como as mulheres são incentivadas a fazer o autoexame das mamas, os homens também devem aprender a fazer o autoexame testicular.

– O ideal é realizar durante ou após o banho quente, quando a pele do escroto está mais relaxada.

– Com as duas mãos, o homem deve apalpar cada testículo suavemente, procurando por nódulos, alterações de tamanho, consistência ou dor.

– Qualquer alteração deve ser avaliada por um urologista.

Ao contrário do que muitos pensam, falar sobre câncer de testículo não deve ser tabu. A desinformação e o medo atrasam diagnósticos, e tempo, neste caso, é determinante para a cura.

Com acompanhamento médico, autoexame regular e conhecimento sobre o próprio corpo, os homens podem identificar alterações precocemente e tratar com sucesso uma doença que, embora grave, é altamente curável.